domingo, 16 de maio de 2010

Chapinha x 'Vaziês'

Eu sempre combati a 'vaziês' dos cérebros, a futilidade, a mediocridade, as pessoas que defendem essa sociedade hipócrita e machista, a necessidade que alguns tem de aparecer além do próprio ser, mas acontece que dentre esse exército de criaturas a chapinha se tornou um símbolo característico. Meninas, meninos e pessoas em dúvida, todos aceitos pela moda do não-preconceito, agem alienadamente como se o calor da chapinha lhes tivesse derrotado os neurônios. Perderam o gosto próprio e vivem como se fosse robôs, esquecem quem são e existem em prol da felicidade alheia, queimaram a essência ou a essência era vazia.
O fato é, que a chapinha não é exclusividade dos seres alienados então me pergunto: "Por que um ser singular não pode ter auto-estima?" Isso tem me incomodado pois nos últimos tempos conheci várias pessoas novas, e algumas declararam admirar minha personalidade e criticaram o artefato alisador sem saber que o objeto está implícito na minha imagem. Eu, prontamente, venho defendendo-o, afinal espero que a boa impressão passada não se anule frente a descoberta, que na minha vida não faz tanta diferença.
Minha luta contra a 'vaziês' não nasceu junto com cabelos lisos, mas quase igualmente a crespice volumosa e a disseminada perda da singularidade me incomodam, luto contra os dois. Ter personalidade é aproveitar a melhor parte das coisas, seja música, beleza, política e tantos outros tópicos com discernimento e a intensidade certa. Aliás, a melhor parte das coisas é aquilo que te faz bem e sentir confortável.



quinta-feira, 22 de abril de 2010

Uma esmola pelo amor de Deus, uma esmola por caridade♪


"Tem uma moeda aí, tio?", pergunta um anjinho sujo na esquina enquanto o cidadão espera o sinal verde do cruzamento. Ceder a expressão ingênua de uma criança, ou financiar uma família com responsáveis-irresponsáveis: decisão rápida na mente do cidadão inocente.
De repente me vejo na pele desse tal cidadão e nos trinta segundos que me restam de sinal fechado, preciso decidir se a mão que saíra do bolso estará tilitando, cheia de moedinhas, ou fará um sinal de adeus, mais precisamente um "sai, sai". A expressão cansada da criança não me comove, muito menos desvincula da imagem de pais, que além de não trabalharem, ainda tiram a oportunidade de as crianças irem à escola, usam-nas, acabam com a esperança de um futuro melhor, para quem talvez sequer chegue lá.
Minha mão toma coragem, finalmente, sai do bolso: vazia, faz sinal de negativo (ou "sai, sai" interpretação a sua escolha!); o pequeno "trabalhador" entristece, decepciona-se ou até, apesar da pouca idade, infla de um ódio volúvel, "logo passa"; a mãe, ou pai, ali ao lado, gigolô da malandragem, irrita-se, me olha com orgulho e fúria "eu não preciso disso..." ; o sinal, então, abre; e eu arranco o carro com a mente limpa e a consciência de ser uma cidadã em ação, que não financia o desemprego, a exploração infantil, a evasão escolar, dentre outras imoralidades comuns do ser humano.


domingo, 11 de abril de 2010

E você, o que pode fazer com suas mãos?


Com essas mãos eu limpo a confusão das outras pessoas.
Com essas mãos eu sinto dor.
Essas mãos precisam de uma mão amiga.
Com essas mãos eu me ajudo e me machuco.
Com essas mãos eu espero trabalhar mais um dia.
Essas mãos sentiram a dor do preconceito.
Com essas mãos eu me endividei.
Essas mãos se tornaram ociosas desde que fui demitido.
Essas mãos deram adeus pro meu ex-namorado.
Com essas mãos eu salvei o que pude antes da água levar.
Essas mãos precisam esquecê-la.
Essas mãos perderam toda a esperança.
Essas mãos assinaram os papéis do divórcio.
Essas mãos perderam tudo.
Essas mãos ajudaram a recolher os destroços do que eu costumava chamar de lar.
Essas mãos saudaram meu filho pela última vez.
Com essas mãos eu recebo as massas.
Um dia essas mãos confortarão meus pais.
Então, vejamos tudo que nossas mãos podem fazer, tudo que nossas mãos podem perder. Quem quer começar hoje a parar de lamentar, levantar com suas pernas, suas coluna ereta e cabeças erguidas e lutar mais pelos nossos objetivos? Com as minhas mãos eu posso digitar e usar esse blog como ferramenta de incentivo, como uma mensagem positiva pra quem, assim como eu, tem se sentido exausto nos últimos dias, mas suas mãos ainda tem muito o que fazer pelo mundo, pelas pessoas, por alguma salvação - se é que isso é possível. E você, o que pode fazer com suas mãos?!
ps¹: Cliquem aqui e assistam ao videoclipe que inspirou esse texto.
ps²: As frases lá de cima foram todas traduzidas (algumas com uma nova interpretação) das citadas nesse videoclipe.
ps³: As frases em negrito são para todo o povo carioca e a galera de Niterói, minhas mais singela homenagem pra esse povo dessas duas cidades que eu amo e tanto admiro!

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Folhas Secas no Caminho

Eu simplesmente amo pisar em folhas secas. Não apenas pelo mero simbolismo que elas representam: a chegada do outono, mas por que realmente o 'créc' das células mortas das fibras sob a sola dos meus sapatos me desperta um prazer delicioso. Mas também tem essa tal representação da estação da mudança, a estação em que nos livramos do joio e colhemos trigo, aproveitamos o trigo, dignificamos o trigo. O Outono chegou.
A estação da mudança me trouxe três coisas iguais e distintas: novos conceitos, diluição de más ideias e reabsorção de antigas ideias que ainda podem vir a dar certo. Rever conceitos é complicado e é uma delícia. E é o que eu tenho feito. Infelizmente cheguei a este vasto campo subjetivo, mas como tenho o poder, mudo subitamente de direção e levo-0s as sensações do outono.
Depois de dois anos sem sentir isso, deparo-me novamente com o frio. Acordo pela manhã com meu cobertor puxado até os olhos, retirá-lo de cima de mim é uma tarefa impossível, quando finalmente atinjo meu objetivo sinto o ar gelado vindo de fora e prontifico-me a vestir as roupas o mais rápido possível. Elas nem sempre são suficientes para superar o gelo do meu corpo, mas como eu não sou a Maíra, não visto tanto quanto seria um escândalo - beijo Maíra!. Ainda por cima, esquento meu leite de manhã, prática totalmente abandonada na minha vida de verão.
Com a chegada do frio, dou valor a cada coisinha do meu dia a dia, secar os cabelos com o secador quentinho, passsar chapinha, tomar um banho fervendo, beber algo quentinho, comer sopa. Tudo tem mais sabor.
Enfim, o frio tem todas essas vantagens sem falar na elegância das pessoas, que torna-se infindável. É isso e olha que o inverno nem chegou ainda.

domingo, 21 de março de 2010

É inútil

Confesso, eu sigo dois colírios da Capricho no twitter e tenho o caderno do Federico Devito.
Isso me inclui no número imenso de menininhas fúteis que dão popularidade para esses... viventes. Sim, pois não há motivo para idolatrá-los. Afinal, qual é o talento deles? Escrevem coisas inúteis num blog, puxam o saco das garotinhas no twitter, exibem a sua beleza e ponto. Pois bem, no Brasil é fácil assim, uma revista vem, mostra a sua cara e você ganha uma legião de fans. A juventude está perdida: voltaremos no tempo, quando o Collor foi eleito devido a sua suposta beleza e nos leva a questão, o presidente do Brasil lá por 2016, quando essas pré adolescentes forem eleitoras, vai ser o Eduardo Surita ou o Thiago Banik ?! Por falar neste, sequer escreve num blog e é todo popular com complexo de popularidade. Perdoem-me a ignorância caso alguém goste deles devido a algum motivo ou talento concreto e comprovado os quais eu desconheço. CHEGA DE TWITCAM! Quem aí já abriu a de algum desses tais 'colírios'. Basicamente eles ficam fazendo letras e coraçoes com as mãos e falando: "Poxa gente, eu nem sei o que dizer". Os próprios admitem: NAO SABEM/ NAO TEM O QUE DIZER. E mesmo assim, continuam amados e idolatrados. Eu quero mais é me excluir desse grupo infantil e buscar coisas interessantes. Eu quero cultura e informação, eu quero fazer parte de um grupo em que não seja necessário ser fútil para estar incluso. Quero os Beatles e o Rolling Stones. Caiamos na real, Twitcam é uma moda burra. Se formos assistir, serão coisas interessantes. Se formos seguir, seguiremos quem tem o que dizer. Se formos ler, leremos coisas que nos tragam informaçao e cultura. E é esse o meu protesto. Porcura-se talento, inteligência e conteúdo em tudo e em todos. Nas pessoas, nos veículos de comunicão e principalmente, no que será absorvido por nossa cabeça. Amém.

domingo, 14 de março de 2010

Premonições, eu tenho!

Eu tenho uma coisa estranha de premonições. Quando me deparo com uma situação nova, que possa vir a trazer problemas a alguém eu sinto um aperto muito forte no meu coração- o coração pode não ser o lugar onde as emoções se processam, mas com certeza é um centro espiritual muito potente do meu corpo. Eu definitivamente não sei explicar o que eu sinto, só sei que a melhor maneira de eu me livrar daquilo, certamente, é ir correndo falar pra pessoa sobre o que pode acontecer. Isso diminui um pouco o que eu sinto. Não pensar na situação diminui mais um pouco. Quando a pessoa acredita no que eu sinto, passa mais um monte. Então, quando os envolvidos limpam a situação, e eu sinto que não haverão mais problemas, aí sim,o sentimento some, confirmando que era aquilo que me aflingia e que eu estava certa. Há outro caso, aquele em que a pessoa não me escuta, eu luto pelas pessoas certas, convenço algumas e as vezes sou derrotada. O que me consola é que algo sempre acontece e prova a aquela pessoa que eu estava certa. Não é um consolo bom, pois a pessoa acaba mal e essas premonições, em geral, acontecem com as pessoas que eu amo, eu desabo junto com elas. Está acontecendo agora, com duas das minhas melhores amigas, pessoas que eu conheço a muito tempo e a quem eu devo muito. Uma me ouviu, a outra não. Eu sofro todo dia pela que não me ouviu, e pior, a pessoa com que eu tive inúmeras discussões e brigas por causa do assunto, não que estejamos de mal por isso, mas estremece a relação de alguma maneira. As coisas só voltarão ao normal, quando, como eu costumo dizer, ela bater a cabeça no muro. E doerá em nós duas, precisaremos uma da outra e nos fortaleceremos. Porém eu prefereria ter um poder de persuasão maior do que o de previsão e pudesse livrá-la da situação.

Eu queria poder explanar com palavras exatamente o que eu sinto, mas é muito difícil descrever. O que eu falei do coração, não relata nem um terço do que eu sinto, é muito forte. É como se uma energia muito forte criasse uma agulha afiada que tocasse o recôndito mais intimo do meu ser, o lugar onde todas as minhas emoções se processam e rapidamente se transformam num cruel aperto no peito, no coração na boca do estomago. Acabam comigo e instantaneamente eu sei que aquilo tudo é um erro, eu sei que alguém precisa ser alertado,eu sei que é a hora de ajudar alguém com alguma coisa. Então começa a minha saga pelo convencimento sobre algo que não tem base ou prova alguma. Algo se simplesmente brota dentro de mim sem que eu queira e sem que eu saiba de onde veio. Um nervosismo. Talvez pior. Um desespero. Depois vem o alívio, a dor, tudo que aconteceria de qualquer maneira, eu sabendo ou não. Mas eu sabia. Eu tenho o poder de verbalizar quando alguma coisa que vai dar errado. E com isso eu só quero ajudar as pessoas.

sábado, 6 de março de 2010

O que não se pode dizer em 140 caracteres.

Cansei das teorias... ou do que pelo menos convenciona-se que a palavra "Teoria" seja. Aliás, esse negócio de "convenciona-se o blah" e etc não é uma teoria também?! Desculpem-me a revolta com as teorias, mas aulas de Filosofia aos sábados antes das 8 da matina causam irreparáveis danos a mente - o que é a mente? a mente existe? e blah de novo!. Adoro as aulas de filosofia. Juro. O que não me impede de criticar. O fato é que eu e um colega conseguimos durante a semana derrubar DUAS teorias do nosso professor de filosofia, o qual por sinal não quer impor nada sobre nós, somos livres logo derrubamo-nas do jeito que quisemos. Falando nesse meu colega, ele se encaixa em mais uma das minhas teorias, mas como cansei das teorias - sim, das minhas também- não vou entrar em detalhes sobre isso! Dessa forma: livre e sem teorias eu gostaria de dizer que eu acho que elas e os 'moldes' sobre nós impostos, são quase a mesma coisa, portanto acho justo dizer que cansei dessas regras na hora de escrever. Esse blog é minha redenção, meu atestado de liberdade pra escrever do jeito que eu quiser, sem temas, teses e argumentos. Somos só eu e meu teclado. E você, quem quer que esteja lendo, caso alguém esteja lendo. Peço desculpas pelo longo discurso em prol de um objetivo tão simplório: só queria dizer OI e dizer que estou feliz pois agora tenho espaço pra dizer tudo aquilo que não cabe em 140 caracteres.